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Marcelo Campos e Leila Scaf falam sobre "Constelar"

7/8/2017

“Constelar” é o nome dado à exposição que vai celebrar os 30 anos do Instituto Superior de Educação Pró-Saber a partir do próximo dia 26. Segundo Marcelo Campos e Leila Scaf, responsáveis pela conceituação e curadoria do evento, inicialmente o caminho foi deixar a curadoria aberta e receptiva às imantações do Pró-Saber. Depois, gradativamente, em vez de selecionarem um tema específico, procuraram trazer obras, artistas, poéticas que lidassem com as relações de troca e afeto, ensinar e aprender, incluir e acolher.

“A curadoria se torna, então, um exercício diferenciado, pois parte de um lugar, uma casa no Humaitá, entendendo sua missão. Portanto, a alteração processada no espaço com o desenho da exposição não é, como muitas vezes estamos acostumados, a inserção de obras em “cubos brancos”, assépticos, laboratoriais. Ao contrário, os detalhes da casa, alguns mobiliários, os jardins, as inscrições infantis, as cores, os livros, as carteiras foram, de certo modo, preservados. Está tudo lá, para que o público possa partilhar da sensação que tivemos ao adentrar a casa para o processo de pensamento das comemorações dos 30 anos do Pró-Saber”, explicam.

O nome “Constelar”, tem relação com as atividades de ensino realizadas pela instituição, que são gradativas, espalhadas e, muitas vezes, parecem diminutas. Porém, ao oferecer uma rede de cooperação que envolve creches e escolas em vários lugares do Rio, a noção e a potência de uma constelação se torna mais evidente. “A palavra "Constelar", como um verbo inventado, surgiu a partir da fala de um dos alunos que, ao participar das atividades de um programa chamado "Constelação", justamente com o sentido exposto acima, disse: "agora, sou um constelado"”, lembram os curadores.

A exposição reúne artistas e obras que tratam da ludicidade, da brincadeira, das relações oníricas, envolvendo cultura e natureza. Particularmente, Marcelo e Leila seguiram caminhos onde a ideia da participação, a partir de trabalhos que lidam com elementos relacionais, pudesse estar presente. Outro conceito norteador foi a ideia de brinquedo e quimera. “Uma das bases da brincadeira é fazer sempre de novo, formular, reformular. Esta é, de outro modo, uma atitude subversiva. Fico pensando nas cenas onde se dá o presente para uma criança e logo aparece a preocupação de guardar para não estragar. Esta é uma atitude contrária à ideia da quimera e da brincadeira, pois a subversão está na busca de outras fórmulas para o mesmo objeto. Em alguns trabalhos expostos em Constelar poderemos ativar esta vontade, de fazer e refazer”, conclui Marcelo.

Os artistas, todos, se colocaram muito interessados na ideia de ocupação direta de uma escola com a missão tão bela, como a do Pró-Saber.


*Fotografia: Wilton Montenegro


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