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Esse curso foi criado para qualificar em nível superior as educadoras que trabalham em creches comunitárias.
Crianças nascidas em famílias pouco escolarizadas têm grande dificuldade de enfrentar a vida escolar e são as maiores candidatas à repetência e à exclusão.
As creches não possuem ainda profissionais qualificados para prepará-las para entrar na escola e se alfabetizarem em melhores condições de competitividade.
O objetivo do curso é formar professores de Educação Infantil e tornar essas profissionais líderes à serviço da comunidade.
A viga mestra do processo de formação do educador, apoia-se no resgate desse sujeito pensante em suas dimensões,
afetiva social, racional, criadora, que faz prática e teoria; mas encontra-se alienado deste processo.
Desautorizado, intoxicado pelos modismos pedagógicos na cópia reprodutora de teorias salvadoras.
O grande desafio é trabalhar o processo de tomada de consciência desse sujeito, juntamente com seu fazer pedagógico,
ao mesmo tempo trabalhando a informação teórica. Formar informando no acompanhamento da reflexão sobre a prática e do
estudo teórico, é o que buscamos neste curso.
No primeiro ano portanto, trabalhamos o nascimento desse sujeito autor, que no segundo ano amplia seu estudo junto a
teoria de outros autores, para no terceiro ano ter o coroamento de sua produção teórica, na estruturação de uma monografia
que sistematiza o processo vivido, partejado nos três anos e meio de curso.
1. MISSÃO DO INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PRÓ-SABER
O Instituto tem por missão, implementar um ensino de qualidade, capaz de formar em serviço, profissionais-educadores para a educação básica, integrando ensino, pesquisa e extensão, numa abordagem psicopedagógica voltada para a comunidade.
Propõe dessa forma a educar professores, capazes de pensar criticamente e de analisar os problemas da sociedade, procurando suas soluções e responsabilidades sociais daí decorrentes.
2. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
O INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PRÓ-SABER, guia-se pela LDBEN, que define as incumbências dos professores, reconhecendo que a responsabilidade do professor vai além da sala de aula, incluindo sua colaboração na articulação entre a escola e a comunidade. Toma como fundamentos metodológicos orientados da formação, a relação entre teoria e prática e o aproveitamento da experiência anterior.
O perfil do profissional que nossa instituição forma, está evidentemente condicionado à demandas que a educação básica apresenta e, em nosso caso, particularmente, as demandas referentes a alunos da educação infantil de comunidades desfavorecidas.
Esse profissional deverá ter:
- uma formação científica, tecnológica, técnica e artística, pois sem ter se apropriado com bom grau de competência, os conteúdos que deverá ensinar, o professor não pode exercer de modo adequado a sua função profissional.
- uma formação consistente no campo da educação, apropriando-se das contribuições da Psicopedagogia e das demais ciências da Educação. A reflexão sobre os problemas educacionais e as contribuições da investigação realizada pela didática e pelas outras áreas das Ciências da Educação, são, naturalmente, elementos essenciais na constituição da profissionalização docente.
Essa exigência tem especial sentido quando verificamos que, hoje em dia, um professor é cada vez mais um educador e cada vez menos um simples instrutor.
- uma formação “prática”. Além de conhecer teorias, perspectivas e resultados de investigação, deverá ser capaz de construir soluções adequadas para os diversos aspectos da sua ação profissional, o que requer não só a capacidade de mobilização e articulação de conhecimentos teóricos, mas também a capacidade de lidar com situações concretas.
- uma formação que permita desenvolver capacidades e atitudes de análise crítica, de inovação e de investigação pedagógica. O professor não é um técnico nem um simples transmissor de conhecimentos, mas um profissional que tem de ser capaz de identificar os problemas que surgem na sua atividade, procurando construir soluções adequadas. Para tanto, é necessário que possua, ele próprio, competências significativas no domínio da análise crítica de situações e da produção de novos conhecimentos visando a sua transformação.
A formação dos professores no INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PRÓ-SABER buscará a constituição de competências profissionais referentes:
- ao comprometimento com os valores estéticos, políticos e éticos inspiradores da sociedade democrática;
- à compreensão do papel social da escola de ensino fundamental e da educação infantil (creche e pré-escola);
- ao domínio dos conteúdos a serem socializados, de seus significados em diferentes contextos e de sua articulação interdisciplinar;
- ao domínio do conhecimento psicopedagógico;
- ao conhecimento de processos de investigação que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica;
- ao gerenciamento do próprio desenvolvimento profissional.
3. CONCEPÇÕES E PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
A superação da dicotomia entre teoria e prática requer uma formação que propicie aos professores a aquisição de competências básicas para o exercício da profissão.
Além de ter os conhecimentos específicos na área educacional, o professor também deverá saber agir na compreensão das questões envolvidas em seu trabalho: avaliar a própria atuação, interagir com a comunidade que atende, cooperar com sua categoria e com a sociedade, fazer intervenções produtivas, entre outras.
Relação teoria – prática
Nesta proposta, o exercício das práticas profissionais e da reflexão sistemática sobre eles ocupa lugar central. As propostas para a transformação da educação básica dão ênfase à aprendizagem significativa, remetendo os conhecimentos à realidade prática do aluno e às suas experiências.
Para construir junto com os seus futuros alunos experiências significativas e ensiná-los a relacionar teoria e prática é preciso que a formação dos professores seja orientada por situações equivalentes de ensino e de aprendizagem. Assim a relação entre a teoria e prática deverá ser um dos fundamentos da formação de professores proposta pelo INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PRÓ-SABER, que buscará uma formação que permita ao futuro professor mobilizar conhecimentos e transforma-los em ação.
Articulação entre formação inicial e continuada
Ao definir a estrutura deste curso, o INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PRÓ-SABER propõe a instituição de um sistema de oferta de formação continuada de forma a propiciar a oportunidade de retorno planejado e sistemático dos professores à instituição. Considera fundamental o acompanhamento dos egressos do curso, identificando suas dificuldades, suas dúvidas, os problemas que precisam enfrentar ao inserir-se na prática, como estratégia de avaliação de seu próprio trabalho. Para tanto, prevê a realização anual de uma semana de retorno dos alunos formados nos três anos anteriores, para sessões de estudo, troca de experiências e interação com os alunos ainda em formação inicial.
Coerência entre a formação oferecida e a prática esperada do futuro professor
Como ninguém promove no outro o desenvolvimento daquilo que não teve oportunidade de desenvolver em si mesmo, ninguém promove a aprendizagem de conteúdos que não domina, nem a constituição de significados dos quais não se apropriou ou a autonomia que não teve oportunidade de construir, todos os professores do curso deverão estar atentos ao fato de que estão formando alunos-professores e que, portanto, estão fornecendo “modelos” do que é ser professor. Assim, a discussão das abordagens metodológicas serão constantemente tematizadas nas reuniões do corpo docente do curso.
Estímulo ao desenvolvimento de atividades de pesquisa
A pesquisa na formação de professores será contemplada de modo a garantir:
- a aprendizagem dos procedimentos necessários para acompanhar o processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças e para a produção de conhecimento psicopedagógico;
- a compreensão dos processos de produção de conhecimento nas áreas/disciplinas que:
1. reúnem os conteúdos (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências...);
2. dão suporte a seu trabalho de educador (Psicologia, Sociologia, Filosofia) e;
3. se dedicam a investigar os processos de aprendizagem dos diferentes objetos de conhecimento (Didáticas) e ao conhecimento atualizado dos resultados desses processos.
A formulação do curso é orientada pelas competências desejadas para a construção do perfil profissional, para que o futuro professor além de ter conhecimentos sobre seu trabalho, saiba de fato fazê-lo. A escolha de disciplinas e atividades usará como critério essencial, o rol das competências que se pretende que os alunos construam ao longo do curso, e utilizará de estratégias diversificadas para operacionalizar sua construção, tais como: trabalhos individuais, trabalhos em grupo, atividades culturais, atividades extracurriculares e estudos independentes.
Seminários – entende-se por seminários um conjunto de estudos, conteúdos teóricos e/ou práticos, com programa correspondente dentro da carga horária e/ou critérios prefixados, conduzido, predominantemente, pelos(as) alunos(as).
Participação em Eventos – entende-se por participação em atividades que incluam o envolvimento do aluno em eventos dos seguintes tipos: congressos; seminários; colóquios; simpósios; encontros; festivais; palestras; exposições; cursos de curta duração. As alternativas de formas de avaliação que a comissão do MEC considerou como válidas, nesse tipo de atividade acadêmica, foram: publicações; relatórios; seminários; avaliações do próprio evento sob forma escrita ou apresentação oral.
Discussões Temáticas – entende-se por discussões temáticas exposições programadas pelo professor e realizadas pelos alunos e que tenham como objetivo o desenvolvimento de habilidades específicas e o aprofundamento de novas abordagens temáticas.
Iniciação à Pesquisa e Extensão – entende-se por iniciação à pesquisa, à docência e à extensão atividades ligadas a programas de pesquisa, monitoria e extensão, desenvolvidas pelo aluno. No contexto da flexibilidade curricular, elas são consideradas atividades passíveis de apropriação para se atingir a integralização curricular, portanto, devem ser consideradas independentemente de estarem ou não vinculadas a algum tipo de bolsa. A avaliação será realizada através da apreciação de projeto individual do aluno e estará sujeito à aprovação do colegiado.
Vivência Profissional Complementar (atividades extra curriculares) – entende-se por vivência profissional complementar, atividades de estágios complementares, hoje realizadas como atividades extensionistas. O MEC entende que os atuais estágios curriculares não são atividades de vivência profissional complementar. A avaliação se processará através de: relatório emitido pela instituição onde ocorreu a atividade; outras formas de avaliação que envolvam, necessariamente, a fonte geradora da vivência profissional complementar e que tenha a participação de professor(es) do Instituto Superior de Educação do Pró-Saber.
Estágio Curricular – entende-se por estágio curricular qualquer atividade.
4. DIRETRIZES PARA O DESENVOLVIMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL
A prática profissional será contemplada no curso por meio de diferentes atividades, que terão como finalidade possibilitar aos estudantes, a construção de conhecimentos experienciais, essenciais à sua futura atuação como professores.
Essa prática será desenvolvida de forma articulada, em especial com as disciplinas voltadas para o ensino/aprendizagem de língua materna, mas também por meio de atividades ao longo de todo o curso. Nessa perspectiva, serão propostas situações didáticas em que os professores em formação coloquem em uso os conhecimentos que aprendem, ao mesmo tempo em que mobilizem outros, em diferentes tempos e espaços curriculares:
- No interior das disciplinas, durante o próprio processo de aprendizagem dos conteúdos que precisará dominar. Para isso, a aprendizagem deve ser orientada pelo princípio metodológico geral que pode ser traduzido pelo esquema ação – reflexão – ação, e que aponta a resolução de situações problema como uma estratégia didática privilegiada.
5. RECURSOS PEDAGÓGICOS
O INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PRÓ-SABER garante recursos pedagógicos como laboratórios, biblioteca, videoteca, além de recursos de tecnologias da informação e da comunicação para o desenvolvimento das atividades do curso.
Os laboratórios específicos: Informática – Oficina Fazendo Artes – Brinquedoteca.
O Curso Normal Superior, tem como objetivo formar profissionais, em nível superior, para o magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. A formação de um profissional competente, requer o domínio da teoria, concomitante à reflexão prática que tenha como base à experiência. Desse modo, a criação de uma sala ambiente e/ou laboratório para a prática profissional torna-se uma necessidade em qualquer instituição que tenha função formadora.
Se o objetivo é formar professores que vão educar crianças de 0 a 6 anos, em escolas infantis e crianças de 7 a 10 anos, nas séries iniciais do Ensino Fundamental, temos que questionar como crianças dessas faixas etárias aprendem, se desenvolvem e se socializam. É pelo contato com brinquedo e materiais concretos ou pedagógicos que se estimulam as primeiras conversas, as trocas de idéias, os contatos com parceiros, o imaginário infantil, a exploração e a descoberta das relações. Portanto, estudar e estar em contato com o brinquedo e o material pedagógico é essencial para a formação docente.
Esse pressuposto resultou na montagem salas-laboratórios, onde os profissionais em formação têm contato direto com o material concreto utilizado tanto na educação infantil, quanto nos anos iniciais do ensino fundamental. O objetivo é que, nas disciplinas que tratam diretamente com a construção do conhecimento, relacionadas às metodologias de ensino, sejam realizados trabalhos com os materiais concretos encontrados em nossas escolas. Além de materiais encontrados no comércio, poderão ser construídos outros semelhantes ou alternativos, que propiciem a construção de conceitos pela criança.
Portanto, esses espaços visam colocar os profissionais em formação em contato direto com materiais pedagógicos concretos e também vivenciar práticas com eles. Os alunos têm acesso a ele, dentro ou fora da carga horária das disciplinas, conforme organização dos professores. É uma sala ampla, onde os materiais acima citados e organizados em estantes e, com espaço a ser preenchido pelas criações e experimentos dos profissionais em formação. Os laboratórios são portanto, espaços privilegiados onde os alunos operacionalizam os saberes em construção: pesquisam, testam hipóteses, trabalham em equipe, atendem ao público, confrontam as teorias dos livros com os problemas reais/locais, simulam situações, enfim, constroem conhecimentos e são fundamentais para a integralização dos cursos. Neles, o aluno tem a oportunidade de ensaiar o que viverá na prática profissional, criando oportunidade para a busca de soluções, seja através do uso da informática ou pela especificidade do laboratório de cada área.
Quanto ao laboratório de Informática, ele é imprescindível, pois a importância da informática está presente em todos os cursos, devido às suas possibilidades de facilitação da pesquisa, de organização de dados, e até mesmo de servir como instrumento pedagógico, onde o aluno têm à sua disposição um grande fluxo de informações, a fim de gerenciar a aquisição de conhecimentos importantes para o seu processo de aprendizagem. Além de atender às disciplinas dos respectivos cursos, a informática proporciona ao aluno, espaço para realização de seus trabalhos acadêmicos, que compreendem desde a digitação de um texto, até consultas ao Ministério da Educação. A rapidez e a facilidade com que a Internet coloca em contato sujeito/acontecimento/objeto, torna o processo da informática um dos principais parceiros de uma sala de aula. Viabilizar oportunidade de acesso dos alunos a esse mundo virtual, com a orientação adequada, é fator preponderante para o ISE.
6. AVALIAÇÃO ACADÊMICA
A avaliação acadêmica têm como finalidades a orientação, a autonomia dos professores em relação ao seu processo de aprendizagem e a habilitação de profissionais com condições de iniciar a carreira.
Tomando-se como princípio o desenvolvimento de competências profissionais, o foco da avaliação será a capacidade de acionar conhecimentos – novos ou não – necessários à atuação profissional, e não o volume de conhecimento adquirido ao longo do curso.
Os instrumentos de avaliação da aprendizagem são diversificados – para o que é necessário transformar formas convencionais e novos instrumentos criados. Avaliar as competências profissionais dos professores é verificar se (e quanto) fazem uso dos conhecimentos construídos e dos recursos disponíveis para resolver situações problema – reais ou simuladas – relacionadas de algum forma com o exercício da profissão.
Sendo assim, a avaliação pauta-se por indicadores oferecidos pela participação dos professores em atividades regulares do curso, pelo empenho e desempenho em atividades especialmente preparadas por solicitação dos formadores, pela produção de diferentes tipos de documentação, pela capacidade de atuar em situações problema.
A avaliação é realizada mediante critérios explícitos e compartilhados com os professores, uma vez que o que é objeto de avaliação representa uma referência importante para quem é avaliado, tanto para a orientação dos estudos como para a identificação dos aspectos considerados mais relevantes para a formação em cada momento do curso. Isso permite que cada professor invista diretamente no seu processo de aprendizagem, construindo um percurso pessoal de formação.
São elaborados instrumentos de auto-avaliação do processo de formação pelos professores, com a intenção de favorecer tomada de consciência do percurso de aprendizagem, construção de estratégias pessoais de investimento no desenvolvimento profissional, estabelecimento de metas e exercício da autonomia em relação à própria formação. O sistema de avaliação está articulado a um diagnóstico e a um acompanhamento e orientação do professor para a superação das eventuais dificuldades.
As competências profissionais constituídas pelos professores em formação são referência para todas as formas de avaliação dos cursos, sendo estas:
- periódicas e sistemáticas, com procedimentos e processos diversificados, incluindo conteúdos trabalhados, modelo de organização, desempenho do quadro de formadores e qualidade da vinculação com escolas de educação infantil.
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